Enxuguei tudo o que podia .... e agora?

Atualizado: 14 de Mai de 2019

Por Cyrille Schneider


Em tempo de crise todo mundo precisa conter e reduzir despesas, mas o tema da reflexão de hoje não é sobre crise!


Acompanho há 15 anos o mercado brasileiro e vejo que as empresas nacionais e multinacionais investiram muito na última década, para alinhar os padrões de gestão, produção e qualidade aos padrões internacionais.


As consultorias, certificadoras, empresas de treinamentos cresceram muito neste período, pois, existiam um forte demanda justificada por um real necessidade!


Hoje o Brasil utiliza os mesmo softwares, máquinas, processos, metodologias que no resto do mundo. Mas porque então continuamos pra trás em termos de produtividade e qualidade?


De novo, não quero falar de crise financeira ou política! Visito de 8 a 10 empresas por semana e vejo as empresas realmente reduzindo seus efetivos e recursos. Fiquei então me perguntando: será SÓ por causa da crise financeira? A resposta dos CEOs é unanime: NÃO!


Independentemente da Crise, há uma nova necessidade no Brasil: SER COMPETITIVO! É preciso fazer mais com menos. A concorrência é global e não estou falando só de exportação; as empresas estrangeiras estão aqui, vendendo seus produtos no Brasil!

Olhando para os movimentos de inovações “disruptivas” percebo que o segredo para ser competitivo é arriscar fazer algo novo, “sair da caixa”, encontrar “soluções” voltadas para PERFORMANCE.


Conversando com muitos empresários e altos dirigentes de empresas tanto nacionais quanto multinacionais cheguei a conclusão que só tinha opções para conseguir “ FAZER MAIS COM MENOS”:

1) Investir em inovação, tecnologia, software, plataforma, APP que substituam as pessoas e torna o processo, a produção, o produto mais eficiente.

Os exemplos mais gritantes são os APP como Uber, 99Taxi, etc... Cadê as rádios taxis? Se existem ainda, tem seus dias contados!


2) Investir nas pessoas para torná-las mais eficientes. Hoje e cada vez mais no futuro, uma só pessoa deverá fazer o trabalho de forma mais autônoma, sem chefe ou supervisão. As equipes serão cada vez mais enxutas e terão que produzir mais, mais rápido e com mais qualidade.


Independentemente se investiu na primeira opção, a segunda opção será também imprescindível! Pois, por mais tecnologia que se tem, sempre haverá alguém por trás para fazer o todo funcionar!


O mercado mundial está mudando: a produção está cada vez mais concentrada e todo o resto é distribuição. As máquinas sempre darão conta de produzir mais, mas quando se trata de distribuição se trata de relacionamento e se trata de relacionamento se trata de pessoas. Portanto, por mais que se tem APP eficiente para interconectar as pessoas, sempre haverá pessoas nas duas pontas.


O nível técnico do brasileiro melhorou muito, mesmo se há muito ainda para desenvolver, o grande desafio das organizações hoje é CULTURAL. Não basta ter processo e metodologia eficaz se a pessoa que a opera não tem o comportamento adequado para ter a equação Processo + Pessoa = Eficiência!


O comportamento e a cultura de uma pessoa não se mudam com a implantação de processo, metodologia, treinamento, palestra ou motivação.


"A mudança de comportamento e de cultura de trabalho de uma pessoa passa pela autoconsciência e a percepção de ganho em adaptar-se para aumentar o seu próprio desempenho."

Para que a mudança seja perene os novos comportamentos tem que tornar-se hábitos. Para isso é preciso disciplina, que não é fácil quando estamos numa zona de conforto acomodado.


Neste sentido, vejo que a crise tem um lado positivo, ela obriga a pessoa a sair de sua zona de conforto para encontrar novas soluções. Mas mesmo assim o ser humano tem uma tremenda dificuldade em mudar e disciplinar-se.


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