O foco está em quem fica e não quem sai

Atualizado: 31 de Out de 2018

Por Cyrille Schneider


Em tempo de crise, é comum que as empresa precisa fazer um “downsizing” para reduzir custos. Quando o departamento de compra já fez tudo o que podia em relação aos contratos, prestadores de serviços, despesas fixas, etc, a “bola” passa a ser do RH. Daí vem à dura tarefa de escolher quem fica e quem sai. Até aqui os DRH geralmente dão conta do recado, tomando as decisões na base dos relatórios de desempenho. Mas aí vem a primeira pergunta: “será que o colaborador que menos desempenhou é aquele que tem que sair?”

A primeira reflexão que sugiro é de analisar o contexto e analisar o porquê do desempenho baixo. Às vezes o setor ou a região trabalhada pelo colaborador está em baixa mesmo e isso não depende dele. Se isso é uma realidade e que o DRH se baseia somente no desempenho, a empresa pode correr um serio risco de colocar para fora um excelente colaborador. Ao contrario, pode acontecer que o colaborador que mais desempenha tenha o “o vento em poupa” e que sem esforço de nenhum está gerando resultados sem necessariamente ser bom!

A segunda reflexão que propõe é de bem avaliar o quando o colaborador que sai pode prejudicar a empresa estando fora. Não estou falando do risco trabalhista, mas sim dele ir para concorrência ou até de se tornar concorrente.

Selecionado que sai e quem fica, agora está na hora de pensar “como vamos continuar performando com menos colaboradores?” Porque o cliente não quer saber se tem mais ou menos pessoas para trabalhar, a qualidade tem que ser mantida, a competitividade continua aumentando, as exigências do mercado não param de crescer!

O foco então deve se virar para quem ficou. Neste momento é fundamental que se investe naqueles que entendemos ser os melhores para potencializar eles a fim de manter e aumentar nossa performance.

Com quinze de anos no Brasil, acompanhando a evolução de muitas empresas brasileiras, percebi que se investiu muito em processos, certificações, metodologias, treinamentos, entre outros para se “igualar” aos padrões das multinacionais estrangeiras. Só que ainda tem um gap enorme na performance e é comum escutar dos CEOs: “Já fizemos de tudo, investimos muito, mas não tem jeito de competir com os gringos”. A chave da resposta não está mais no processo, no produto, na certificação ou na metodologia que implantou, mas sim nas pessoas!

É fundamental que as pessoas tenha uma cultura de trabalho alinhada com todos estes processos e metodologia senão aquilo fica na teoria e nada acontece na prática. Mudar a cultura não se faz com palestras, lindos processos afixados nas paredes dos escritórios.

Ter foco no Ser Humano é certamente hoje, no Brasil, o maior desafio que as organizações têm.

Todas as noticias de corrupção, falta de ética, etc, que vemos surgir a cada dia não é um problema de falta de regras, leis, processos ou metodologia mas sim um profundo problema de cultura e valores.

Para mudar esta realidade é imprescindível que se faz um trabalho individualizado e profundo com as pessoas para que elas perc

ebam pela autodescoberta o quanto o comportamento delas as prejudicam, e prejudica as suas organizações e a própria sociedade.

A CBS Partners se especializou em Coaching Corporativo porque percebeu esta real necessidade de mudança. Acreditamos que, no patamar em que chegou o Brasil hoje,só uma mudança interna das pessoas para que o Brasil continue a evoluir e se destacar a nível global. Ajudamos as organizações a alcançar suas metas através de um processo 100% orientado no resultado trabalhando as pessoas para que, pela autodescoberta, se transformam e transformam seu ambiente.


Tem alguma dúvida?
Precisa de mais informações?

Estamos aqui para ajudá-lo. Preencha o formulário e entraremos em contato.

CBS Partners Brasil © 2014 - 2019 | CNPJ: 20.995.073/0001-78

+55 (11)  5096 0220   

  • Black LinkedIn Icon
  • Preto Ícone YouTube